• Redator Ibx

Você sabe como liderar um negócio durante uma crise?

Em meio a um cenário de incertezas causado pela pandemia do COVID-19, as empresas de todos os portes devem se adaptar e buscar soluções para lidar com os efeitos da doença no mercado. Tanto pequenos comércios locais, quanto grandes multinacionais correm riscos no dia a dia, que se intensificam neste momento. Portanto, esse artigo apresenta conceitos importantes relacionados a crises corporativas, além de um conjunto de atitudes que devem ser tomadas pelos líderes para que consigam fazer um bom gerenciamento de crises e reduzir os impactos sobre os recursos, processos e stakeholders de sua organização.


Tipos de ameaças à empresa

Em primeiro lugar, os gestores precisam ter em mente os riscos que sua empresa corre no dia a dia e os possíveis cenários que podem se desdobrar nas situações mais adversas. Tais cenários, independentemente do tipo de crise - seja ela de origem interna (como acidentes ambientais e vazamentos de dados) ou externa (como epidemias ou conflitos) – são compostos por dois grandes grupos de ameaças:

· Ameaças primárias: problemas técnicos, operacionais, legais e financeiros que dão origem à crise (caso ela seja interna) ou que se resultam de uma situação externa.

· Ameaças secundárias: reações dos principais stakeholders (partes interessadas no negócio) às ameaças primárias. Por exemplo: funcionários, clientes, parceiros e investidores.


Organização Interna

Toda crise se inicia com um evento, como a divulgação de uma notícia que compromete a imagem da empresa ou o decreto de uma quarentena na região. Assim que tal evento ocorre, os líderes devem montar uma ou mais equipes responsáveis por elaborar cenários detalhados das possíveis ameaças às quais a organização estará exposta. Desse modo, a tomada de decisões ágeis no decorrer da crise será facilitada e os impactos serão reduzidos rapidamente.

A partir disso, as equipes deverão elaborar planos de ação emergenciais de modo a estruturar a comunicação e os processos da empresa no curtíssimo prazo. Um exemplo prático de aplicação desses planos de ação seria o contexto de home office em que muitas empresas estão inseridas devido ao novo coronavírus. Devido ao avanço dessa pandemia, muitas empresas tiveram que montar, rapidamente, um modelo de trabalho à distância, com foco na saúde e na segurança dos colaboradores.


Comunicação aos stakeholders

É inegável a importância da resolução das ameaças primárias, pois são essas que impactam diretamente o funcionamento da empresa. Entretanto, os eventos que dão início a uma crise causam insegurança e incerteza a todos os envolvidos no negócio. Portanto, esses devem ser comunicados a respeito das mudanças realizadas no curtíssimo prazo, de modo a evitar ambientes de nervosismo que causarão empecilhos à resolução de problemas primários. Dessa forma, as ameaças secundárias são neutralizadas inicialmente, o que permite um ganho de tempo aos gestores.

Neste momento, o líder deve passar uma sensação de confiança e tranquilidade a todos os stakeholders. Caso contrário, causará certo receio entre os funcionários e clientes, o que prejudica o clima organizacional e a imagem da empresa frente ao mercado. Vale ressaltar que, à medida que novas informações aparecem e decisões são tomadas, espera-se que os gestores sempre se comuniquem com os stakeholders, de modo a evitar a disseminação de boatos e notícias falsas, que só causarão transtornos à gestão da crise.


Resolução dos problemas e adaptação

Assim que a firma estiver bem adaptada ao momento e os envolvidos cientes das informações, as equipes devem trabalhar na solução dos desafios financeiros e operacionais da organização. Para isso, precisam identificar as raízes desses problemas a partir de um diagnóstico de sua saúde financeira e dos seus processos internos. Dessa forma, a empresa terá uma base para se reestruturar ao final da crise e, caso essa seja de origem interna, os líderes poderão tomar atitudes assertivas para evitar que os erros se repitam.

Ao mesmo tempo, os gestores devem sempre buscar adaptar as atividades do negócio ao momento, para que consigam sobreviver no mercado e atender às demandas. Em meio à quarentena, inúmeros restaurantes, por exemplo, tiveram de fechar suas portas para preservar a saúde dos funcionários e consumidores. No entanto, grande parte desses conseguiram manter suas operações por meio de delivery. Dessa maneira, para que conseguissem sobreviver aos impactos financeiros e operacionais causados pela crise, adaptaram sua atividade-fim por meio de entregas aos clientes.

Por fim, à medida que novas informações e notícias são comunicadas, os líderes devem estar preparados para propor respostas imediatas a qualquer evento que, porventura, pode impactar a organização. Para isso, devem se reunir com frequência para estudar riscos e antecipar as ações que visam mitigá-los. É evidente que situações de crise são cercadas por incertezas e, por isso, as respostas aos mais diversos cenários podem não ser 100% precisas, mas, com uma antecipação, decisões precipitadas e incorretas serão evitadas.


Conclusão

Em suma, espera-se que um líder saiba agir em momentos desafiadores. Para isso, precisa contar com pessoas diversas para auxiliar na resolução de problemas. Ademais, juntamente com esse time, deve ter em mente que o contexto possui muitas incertezas e, portanto, deve prever riscos para tomar decisões ágeis que neutralizam os desdobramentos da crise.

Por último, um bom líder deve sempre manter o foco na comunicação e na transparência, pois assim, reduzirá as inseguranças entre seus colaboradores, manterá clientes fiéis e parceiros importantes, para que consiga sustentar seu negócio no longo prazo e obter sucesso.

Matheus Mafra Diretor de Projetos

Ibmex - Consultoria Empresarial Jr

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