• Redator Ibx

Como a Saudi Aramco pode quebrar a Petrobrás

De um lado a petrolífera brasileira fundada em 1953, pelo então presidente Getúlio Vargas, que durante anos conseguiu se manter de forma positiva no cenário internacional. Do outro, a gigante petroleira responsável pela riqueza da Arábia Saudita, nascida de um acordo de concessão assinado em 1933 pelo governo saudita com a companhia americana Standard Oil Company of California.




A estatal brasileira tem enfrentado uma crise nunca vista há 30 anos. As ações da empresa apresentaram recentemente a maior queda desde 1986, com um recuo de quase 30%. A queda do preço do Petróleo é atribuída ao fato da Arábia Saudita ter sinalizado o aumento da quantidade de petróleo produzido para assim, ganhar mais participação no mercado. Além disso, o país anunciou que cortará seu preço oficial de vendas em resposta ao posicionamento da Rússia,que anteriormente recebeu um pedido para que diminuísse a produção petrolífera frente à falta de demanda por petróleo graças à pandemia da COVID 19.



Este acontecimento pode, provavelmente, afetar o valor da gasolina, a produção do etanol, além do preço da Petrobrás. Ainda não é exatamente claro o possível prejuízo frente aos acontecimentos. Sabe-se que a guerra entre os preços pode sim, acarretar em um grande estrago e efeitos nocivos à estatal brasileira.


A decisão da Arábia Saudita tende a afetar o fluxo de caixa da Petrobrás, consequentemente influenciando seu plano de investimento e a quitação de dívidas. A tendência atual é que haja menos interesse por parte dos investidores na exploração do petróleo.