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A MULHER E O MERCADO DE TRABALHO: CONHEÇA SUA JORNADA E ALCANCE!


Figura 1- https://blog.unime.edu.br/valorizacao-da-mulher-no-mercado-de-trabalho/



A partir da década de 1970, houve o aumento da inserção da mulher no mercado de trabalho. Este movimento foi acompanhado de mudanças culturais, o avanço da industrialização e economia, além do aumento da escolaridade das mulheres.


A entrada da mulher no mercado de trabalho:


No início do século XX, os homens eram considerados provedores do lar. A mulher não deveria trabalhar, elas eram, tradicionalmente, consideradas uma força de trabalho “suplementar” à população masculina adulta.

No entanto, com as I e II Guerras Mundiais, os homens foram para as frentes de batalha e as mulheres passaram a assumir a posição dos homens no mercado de trabalho.

Além disso, a partir da década de 70, com a expansão da economia e acelerado processo de urbanização e industrialização, a participação da mulher no mercado de trabalho foi intensificada.


Aumento da participação da mulher no mercado de trabalho:


Aos poucos as mulheres vão ampliando seu espaço no mercado de trabalho e na economia nacional de forma constante e progressiva.

Segundo os dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD), em 1973, apenas 30,9% da população economicamente ativa (PEA) brasileira era do sexo feminino. No entanto, em 1999, elas já representavam 41,4% do total da força de trabalho.


Motivos para o aumento da participação da mulher no mercado de trabalho:

Com este aumento significativo e que impacta na estrutura e formação da sociedade como ela é, ocorreu um aumento dos estudos sobre o tema abordado neste artigo.

A partir disso, chegaram a 4 possíveis fatores que influenciaram o aumento da participação da mulher na economia:

1- Movimentos políticos e sociais das décadas de 60 e 70, que mudaram os padrões culturais e incentivaram a entrada das mulheres em escolas e universidades.

2- O aumento do nível de escolaridade das mulheres, graças à evolução de seus valores.

3- A queda da taxa de fecundidade por conta do aumento da instrução e uso de métodos contraceptivos.

4- Estagnação da economia, aumento da inflação e mudanças nas estruturas de emprego, que tornaram necessária a ingressão da mulher no mercado de trabalho para contribuir com a renda familiar.


Características da ocupação da mulher no mercado de trabalho brasileiro:


Em suma, de acordo com Wajnman e Rios-Neto (2000), a partir de uma análise feita entre os anos de 1981 e 1995, o padrão etário das mulheres empregadas move-se para um padrão semelhante aos países desenvolvidos, em que se mantém uma participação feminina mais forte em faixas etárias mais elevadas (cerca dos 50 anos).

Ademais, outro estudo recente de Bruschini e Lombardi, realizado em 1999, afirma que o trabalho feminino se caracteriza por dois polos opostos de atividades. O primeiro polo representa 40% das trabalhadoras brasileiras e se caracteriza por baixo nível de rendimento, informalização e longas jornadas de trabalho. O segundo polo possui condições melhores de trabalho e maiores níveis de formalização, proteção e rendimento.


Desigualdade entre homens e mulheres:

No Brasil, infelizmente, apesar do aumento contínuo da participação das mulheres no mercado de trabalho, ainda há desigualdade de gênero, maiores taxas de desemprego entre as mulheres, discriminação e menores salários comparados aos semelhantes do gênero masculino.

Embora as mulheres possam apresentar as mesmas qualificações do seu par masculino, segundo os dados estatísticos do IBGE/PNAD, em 2018, elas recebiam 79,5% do rendimento dos homens. Surpreendentemente, o grupamento ocupacional com a menor desigualdade é o dos Membros das forças armadas, policiais, bombeiros e militares, no qual o rendimento das mulheres equivale, em média, a 100,7% do rendimento dos homens.


Dupla jornada de trabalho:

Segundo Bruschini e Lombardi, 1999, “O emprego doméstico é um dos maiores “guetos” femininos, na medida em que se trata de uma ocupação na qual mais de 90% são do sexo feminino”.

A divisão sexual do trabalho e as desigualdades de gênero nas famílias são duas das causas mais relevantes na inserção social das mulheres no mercado de trabalho. Isso se deve porque existe uma normalização das obrigações “femininas” pelo trabalho doméstico, o que desestimula os empregadores a contratarem as mulheres, uma vez que se questionam se ela dará prioridade para o trabalho e dará conta de tudo.

Segundo dados do IBGE/PNAD, em 2016, as mulheres que trabalham dedicam 73% mais horas do que os homens aos cuidados e/ou afazeres domésticos. Regionalmente, a maior desigualdade estava no Nordeste, onde as mulheres dedicaram 19,0 horas semanais àquelas atividades, ou 80% de horas a mais do que os homens.

Portanto, é certo dizer que, apesar dos grandes avanços que as mulheres conquistaram neste meio, há muitos outros pontos a melhorarem. Esta é uma luta constante e que necessita da conscientização de todos, afinal, todos são iguais e não é seu gênero que definirá seu rendimento ou capacidade.


DICA:

Se deseja saber mais sobre empreendedorismo e atualidades sobre o mercado de trabalho, entre no site da Ibmex e leia nossos outros artigos!


links de consulta:

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/23923-em-2018-mulher-recebia-79-5-do-rendimento-do-homem

https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/20232-estatisticas-de-genero-responsabilidade-por-afazeres-afeta-insercao-das-mulheres-no-mercado-de-trabalho


Autor: Mariana Pallos - Consultora de Projetos.